sexta-feira, 5 de julho de 2013

26/07/2013 - Uma viajem longa e diferente

Hoje eu vou contar uma viajem longa e diferente.
Na verdade é o inicio de uma longa história que eu pretendo contar aqui.
Começou numa clinica de repouso e ainda continua...

O primeiro dia depois da clinica.

Pensamentos e acontecimentos.

Estranho como a vida da gente pode mudar em 1 segundo.

Dia 05/06/2013, amanheceu normal, tomei café na cama, comecei o trabalho, li os e-mails do Olivier, e ele falando de cotações como se fossem vendas certas e até fazendo planos...
Viajando na maionese como sempre...
Impressionante como tem gente que pega uma gota de água, transforma em tempestade e acredita nisso como se fosse verdade, sai e compra um barco... Esse é o Olivier.
Eu sempre pensei que um dia ele ia agir como chefe normal, discutindo propostas e não os sonhos.
Eu dizia que tinha uma cotação, e ele contava como venda certa.
Ele não estava no ramo certo...
Informática e tecnologia não é pra qualquer um, tem que ter peito pra vencer nesse ramo, eu estou nele a 26 anos e sei que isso não funciona assim.
E depois a doida sou eu.
Ele é que deveria estar num hospital pra malucos, tem 80 tipos de TOC diferente, ansioso ao extremo, e eu é que fui pra lá.

Enfim, nesse dia, minha vida virou do avesso.
No dia anterior fiquei sabendo que a minha tia mais querida a Tia Maria tinha ido dessa para melhor, depois de ler tanta barbaridade nos e-mails do Olivier, eu surtei.
Acho que outra pessoa no meu lugar, já teria mandado o chefe para o inferno, mas sempre achei que era blindada e que assédio moral e xingamentos por telefone não me atingiam e eu passaria por tudo imune...
Grande erro.
A Fodona da Andréa pirou.

Logo depois de ler os sonhos impossíveis que o chefe queria que eu desse um jeito de fazer dar certo... 
Ele achava que eu era uma fada e que tudo o que ele sonhava eu ia se realizar só com um toque do meu condão.
Comecei a ver formas estranhas na parede, via meu pai como se fosse um espírito, me dizendo que a minha irmã do meio tinha acabado de morrer, achei que fosse tudo verdade. Cheguei a ver a silhueta dela, falando comigo e pedindo pra eu ajudar a cuidar do meu sobrinho mais velho.
Comecei a tirar os quadros da parede pra ver as formas, acreditei de verdade naquilo tudo.
Olhava no celular, pensava em ligar para a minha irmã e não conseguia fazer isso.
Chorava muito, acreditei que fosse tudo verdade, e por 2 horas eu fiquei naquela viajem...

Depois de acordar e sentir certas coisas que até agora não consigo explicar, levantei, comi umas frutas que estavam nos potinhos na geladeira, tomei os remédios, e resolvi sair de casa, do nada liguei pra minha mãe e pedi pra que ela rezasse por mim, por que ela tem uma fé do tamanho do mundo.
Pra aumentar a confusão do dia, minha mãe ficou preocupada, ligou pra minha tia, que ligou para as minhas primas que são médicas e moram aqui...

Pra resumir, no outro dia de manhã, minhas primas e primos me internaram numa clinica de repouso, e pra piorar eu mesmo assinei o documento de internação.
Assinei a sentença que ia mudar minha vida pra sempre.
Ainda tento achar um motivo pra tudo o que aconteceu, mas ainda eu não consigo achar uma explicação razoável.

Mas eu estou começando a contar isso hoje, dia 26/06/2013...
Esse é meu diário, das coisas que eu passei e que vou passar e quem sabe um dia os meus sobrinhos vão ler e entender que de fato é a tia Déia deles...

Meu primeiro dia na clinica era negação pura, eu dizia pra todo mundo que não tinha idéia por que eu estava lá, que eu tinha assinado pra entrar e poderia sair quando eu quiser.
Mais tarde eu descobri que não era bem assim que a banda tocava.

Fiquei no quarto 08 e tinha uma câmera que filmava cada passo que eu dava no quarto, eu chorava, gritava e dizia que queria ir embora, me disseram que eu tentei me enforcar com o lençol, mas eu juro, não me lembro disso.
Logo depois vieram uma médica e 02 enfermeiros bem grandes e me deram um famoso sossega leão, não sei por quanto tempo eu dormi.

Será que eu sou suicida?
Eu tenho certeza que não, morro de medo de altura e se eu tentasse me jogar da janela do meu apartamento, no máximo quebraria alguns ossos, moro no segundo andar.
No segundo dia, minha mãe foi me ver, eu chorava e falava que ela era obrigada a me tirar dali, como se fosse culpa dela.
No terceiro dia foi igual, mas nesse dia minha mãe não foi me ver.

Minha irmã de São Paulo me visitou em 2 ocasiões diferentes, e me levou até o roupão que ela usou quando foi dar a luz ao Lu e a Tota.
Numa segunda visita da minha irmã, ela me trouxe um cartaz com fotos coladas dos meus sobrinhos, dela e do meu cunhado, com palavras de carinho, escritas pelos meus sobrinhos
Eu queria colar na parede do meu quarto, mas as enfermeiras não me deixaram ficar com ele.

Depois disso, eu comecei a pensar com a ajuda dos farmacológicos, e eu vi que tinha que estar ali mesmo, precisava saber o que estava acontecendo comigo.
Como sempre, procurando respostas.
Comecei a pensar como seria minha vida se eu saísse daquele lugar sem algumas respostas.

Conheci muita gente interessante, muitas histórias de vida, pessoas que abusavam de álcool, gente que tinha se internado por conta pra tratar do uso das drogas, e outros internados a revelia... Depressão, ansiedade, pessoas bipolares, esquizofrênicas, gente com medo de viver aqui fora no mundo real.

Tudo parecia surreal, me sentia como na época do basquete, quando eu arrumava a mala, entrava numa Kombi ou em ônibus caindo aos pedaços e passava 10 dias dormindo em colchões, com mais 12 meninas em uma sala de aula transformada em alojamento, mas a única diferença é que eu não podia passear com elas.
Vivi por 15 dias lá, ouvi muitas histórias, chorei com eles, dei conselhos e recebi muitos.
Fiz amigos... 
Dizem que os doidos se reconhecem e eu acho que foi o caso.
Pude avaliar a minha vida e vi que no fundo todos sofrem algum tipo de abuso e o meu não era menor do que o deles.
Todos estavam naquele lugar, por que incomodavam alguém ou da família, ou o incomodo vinha de dentro de cada um.

Perder pessoas que amamos pra morte é uma das piores coisas da vida, não podemos fazer nada, nem pedir desculpas ou dizer que se ama a pessoa que morreu
.
Quero poder me lembrar da história de cada uma das pessoas, e dos nomes delas, das horas que passamos discutindo o cardápio do hospital, reclamando quando passava o horário do café da manhã, a pizza fantástica de quinta, cachorro quente terrível na sexta e por ultimo e não menos importante, o churrasco de linguiça de domingo.

Todos participaram da festa junina, onde pela primeira vez os familiares puderam participar.
Eu pude fotografar, levei a impressora, imprimi todas as fotos pra fazer um mural, o qual eu não ajudei a montar... 
Queria poder compartilha as fotos com essas pessoas pra ver e lembrar...
Ai vão algumas pessoas que marcaram a minha passagem pela clinica:

Ana Paula - Sofre de depressão pós-parto e distúrbio bipolar.
Uma figura, tem 3 filhos lindos, eu vi as fotos deles, um deles um bebezinho de 3 meses que ia na clinica levado pela cunhada dela pra ser alimentado, todo dia.
Ainda bem que a cunhada levava, por que se dependesse do marido a criança nem seria amamentada.
Me contou que a sogra baiana a odeia e que apanha do marido.
Chorava sozinha no quarto, sentia dores nos peitos que estavam jorrando leite, as enfermeiras tinham que enfaixar os peitos todos os dias. Eu sentia pena, por que sempre que ela estava triste, ela me perguntava, se meu marido me ama, por que ele me bate tanto?
No quarto dia que eu estava na clinica, ela chegou pra mim e disse que eu era muito legal, mas todos os que estavam internados achavam que eu era rica e metida.
Minha mala laranja florida fez sucesso, por esse motivo tiveram certeza que eu deveria ser uma chata. Achei muito engraçado isso.
Dei pra ela 02 sapatilhas, a de caveira azul e a de couro vermelha, ficou toda feliz.

Rosemary – Sofre de fobia social. Tem 3 filhos pequenos também, um marido bonito e crianças lindas, mas sempre que sai de alta, volta em 2 ou 3 dias.
Deve ser terrível ter uma vida boa e não conseguir viver nela.
Quando eu entrei na clinica ela já estava lá a 30 dias e era a terceira internação dela em 2013, saia todo o final de semana, mas sempre voltava.
Falava pouco da família, mas gostava de estar por perto e ouvir as pessoas falando.

Cynthia – Sofre de distúrbio bipolar. Ela era a minha colega de quarto. Foi parar lá depois de tomar mais de 60 comprimidos pra dormir.
Contou que sempre tentou pedir ajuda ao marido e a mãe, mas eles nunca entenderam o que ela estava dizendo. 
Somente depois da tentativa de se matar com os remédios que eles se deram conta de como isso era sérios.
Nunca reclamou de estar na clinica. Fazia aquele bordado em rede com lã, até ensinou o Rafael a bordar.
O marido vinha visitar e trazia trufas belgas, claro que eu comi algumas, afinal ela era minha colega de quarto, então trocávamos a maça e a banana que minha mãe me levava por chocolate que o marido levava pra ela.
Tem 2 ou 3 filhos, não tenho certeza agora.
Fora das paredes da clinica ela trabalha com beleza, é depiladora.

Adalberto – Abuso de drogas. Foi internado a revelia, era meu companheiro das longas caminhadas pela clinica andávamos por uns 9 quilômetros de cedo até a noite, falava muito dos filhos e estava sempre ansioso, querendo sair dali da clinica, mas eu acho que ele vai ficar ali por algum tempo.
Pra distrair ele e outro interno recortavam papéis de seda, colavam e faziam balões.

Como ele falava, mostrava muita vontade de fazer a coisa certa, mas não sei se ele tinha consciência de que fazer a coisa certa requer força interior e ajuda exterior. Torço pra ele conseguir.

Rafael – Abuso de drogas. Foi internado por vontade própria. Atleta de triátlon, perdeu patrocínio por causa da cocaína. 
Já estava até amigo dos traficantes.
Menino bonzinho, educado e o mais prendado da clinica, fazia balões com o Adalberto, trançava missangas e mandava o que fazia para a namorada através da avó, pintou panos de prato, fez ponto russo e bordou um pano pra mãe. Fez porta retratos e pintou caixinhas de madeiras para os irmãos e para o pai. Tremia o tempo todo, mas não era por causa dos remédios e sim pela abstinência, mas ele nunca falou sobre a tremedeira.
Fumava igual uma chaminé, e ainda ficou lá depois que sai da clinica.
Estou torcendo pra ele se recuperar, tem um futuro promissor pela frente.

Suelem – Sofre de distúrbio bipolar. Evangélica da igreja Adventista. 
Dizia que sempre orava por mim e me tratava como filha.
Foi minha segunda colega de quarto.
No começo eu morria de medo dela, mas depois vi que era uma pessoa tão apavorada lá dentro do que eu.
Quando chegou na clinica achava que todos eram atores e estávamos todos atuando para enganar ela. Os filhos disseram pra ela que ela ia pra uma festa, e a internaram, estava vestida pra festa mesmo.
Tomou sossega Leão e dormiu por 3 dias.

Rosineide – Distúrbio bipolar -Não nos falamos muito no inicio, passava a maior parte do dia e da noite na cama. Tinha uma barriga enorme, não que eu estava reparando, mas eu também tenho barriga, mas a dela parecia de gravida. Mas ela não estava.
Me confidenciou no meu ultimo dia na clinica que o marido batia nela também.
Saia do quarto pra almoçar e comia só a salada, tomava chá e comia bolachas.
Não sei como ela conseguia parar de pé com tão pouca comida.
Fora da clinica ela é segurança de balada.
Ficamos mais próximas nos meus últimos dias na clinica.

Rosi – Sofre de distúrbio bipolar. Tentou se matar depois de sair do trabalho, ficou dando voltas na canaleta do expresso. Causa, brigou na empresa e no mesmo dia o namorado deu um pé na bunda dela, logo depois ela se internou.
Tem uma filha de 12 anos, e o ex-marido é um idiota, parecido com o meu ex.
Comia nada, parecia que estava treinando pra faquir.
Foi transferida para outra ala da clinica antes de ela me contar mais sobre a vida aqui fora.

Rafael 2 – Abuso de drogas. Foi internado a revelia.
Ficou uns 5 dias na clinica antes de ser transferido para um hospital com embolia pulmonar. Não tinha mais que 25 anos e parecia ter 40.

Não sei muito sobre o mundo das drogas, mas as poucas vezes que falamos ele dizia que se arrependia de ter ido por esse caminho.
Gente boa, mas foi embora muito cedo.

Luiz – Sofre de Distúrbio bipolar e depressão. Ele é anão, quase não falava, sempre por perto ouvindo as conversas.
No dia da sua internação ele arrumou confusão com o Rafael 2, saiu correndo atrás dele, parecia o papa-léguas e o coiote coió do desenho.
É artista e fez a caricatura de quase todos os internados no período que eu estava lá.
Pediu pra sair e a família respeitou a decisão dele.

Silvia – Sofre de ansiedade. Por acaso ela é minha vizinha, mora quadra abaixo da minha casa. Ela tem 68 anos e perdeu o marido a 8 meses.
Depois disso se sentindo muito sozinha, ela passou a ligar para os 3 filhos várias vezes ao dia, até que eles a internaram.
Caminhava comigo pela clinica, contava das viagens que fazia com o finado marido, falava muito bem dos filhos que eram engenheiros e advogados, brigava com as enfermeiras todos os dias e a pedidos dos filhos, ela era proibida de usar o telefone.
Ela me tratava como se eu fosse neta, me senti bem com isso.
No dia da minha saída os filhos estavam lá na clinica falando com a médica dela e tentando um documento para a interdição judicial.
Fiquei revoltada, como os filhos fazem isso com a própria mãe?
Não tem paciência de esperar ela ir dessa para uma melhor, pra depois botar a mão na herança?
Ela me contou que além do apartamento que ela mora, tinha outras propriedades e dinheiro de aplicações. Não falou quanto era, mas pelas minhas contas de cabeça dava mais de R$ 250.000,00, ai eu entendi por que os filhos a internaram, estão de olho na grana dela.
Ela nem sabe disso, e não sou eu quem vai contar, deve ser duro ter filhos assim né?

Juliana – Sofreu abuso sexual. Ela só tinha 12 anos quando o ex-cunhado começou a abusar dela, no dia do casamento da irmã ela contou tudo, acabou com o casamento,  jogou a bomba, a mãe ficou com ódio dela por ter estragado a vida da irmã, pode isso?
Acho que a mãe deveria estar internada e não a filha.
Desenhava e escrevia um diário.
Veio do Paraguai, o sotaque dela era um sarro.
A internação dela é de 06 meses. Será que alguém que passa por isso supera esse tipo de coisa?
Vou visitar ela. Levar um chocolate...
Afinal ela não tem ninguém aqui em Curitiba, a família mora no Paraguai.

Define – Sobre de distúrbio bipolar.
Acelerada, malhava das 20:00 até as 23:00 sem parar.
Eu ficava cansada só de olhar pra ela malhando.
Professora de academia, se internou por que não estava se dando bem com os remédios.
Não falou muito sobre a vida, mas eu dava boas rizadas com ela corrigindo o português da paraguaia Juju.

Edilberto – Abuso de drogas. Policial, se internou pra se livrar do abuso de drogas, antes de se internar jogou o celular no rio, para os traficantes não o localizar. Não parava quieto, estava internado a mais de 60 dias, e saiu no mesmo dia que eu. Contou da esposa, da irmã que também é da policia e falava o tempo todo do filho mais novo de 9 meses.
Gente boa, mas muito na dele, contava as histórias de policia e algumas eu nem posso falar aqui.

Waldir – Depressão e abuso de álcool – Empresário no rio de janeiro, trabalha em casa enquanto a esposa é executiva da Petrobras. Começou a beber depois que passou a ficar muito tempo sozinho. Veio se tratar em Curitiba por que os filhos moram aqui.
Falava com todos e parecia um paizão para as mais novas, nunca ouvi ele reclamar de nada na clinica e eu a festa junina saiu pela insistência dele.
Simpático e gentil, prometemos manter contato na saída, hoje ele me mandou esse e-mail:
“Querida Andréa, estou de alta hoje, através desta mensagem iniciando nossos contados após nossos dias de SPA. O meu primeiro dia fora, de alta a partir de hoje, foi bastante aproveitado, cuidando de alguns assuntos e conversando em família.
Espero que você esteja muito bem e aproveitando a nova fase da sua vida após nosso retiro "espiritual".
Tudo bem com a família e o retorno às atividades ?
Deixa eu começar a explorar você a respeito do seu equipamento fotográfico e equipamento impressor que você utilizou em nossa festa junina. 
Naquela ocasião, anotei as seguintes informações, que gostaria que você me confirmasse:
. Máquina Fotográfica/Impressora da Marca VECTRUX, acompanhada do VT Maxi Carteridge, VTL 36 Fotos 4X6 IN (100 x 150).
. Entendi que o custo da Máquina com o Cartridge era de R$ 199,00 e que o cartucho adicional custaria R$ 58,00.
 Anotei como fonte da consulta o  site www.kabum.com.br, mas não consegui localizar no site estes equipamentos.”

Mesmo na clinica, internada, eu acabei vendendo impressora.
Trabalho sempre, mesmo quando, a empresa para quem vc trabalha não está nem ai pra você.

Tinha um menino de 24 anos que sofria de esquizofrenia, falava sozinho o tempo todo e quando chegava perto pra conversar, dizia que o Silvio Santos contava as piadas que ele nos contava depois.

Eu, por ultimo, mas não menos importante: tenho distúrbio bipolar com episódio raro de alucinação.
Arrasto uma depressão a muitos anos, mas não sei muito bem quanto tempo, faço terapia pra tentar descobrir.

Muitos outros passaram, mas esses foram os de maior convivência.
Percebi que o que eu estava passando, parecia brincadeira de criança quando eu comparava com os problemas deles.
Sei também que o fui parar na clinica não só por causa do trabalho ou da morte da minha tia, mas já venho arrastando correntes e escondendo meus fantasmas desde o meu casamento, o divórcio, a morte do meu pai que se seguiu por mais um monte de gente que eu gostava que também morreram.

Os médicos, enfermeiros e funcionários da clinica também, me ajudaram muito nessa passagem e foram muito importantes. Carol, Fernanda, Adriana, Jô e todas as outras pessoas.

Uma pena não me lembrar do nome de cada uma delas, mas pelo menos ficam as imagens...

Vou continuar a escrever e me lembrar de coisas do meu passado, e dar sentido ao meu futuro.
Uma nova e longa viajem.
Espero que gostem.

Andréa

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